FEQUIMFAR promove Encontro de Mulheres Dirigentes e reforça debate sobre igualdade e enfrentamento à violência

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Com o objetivo de promover uma reflexão sobre o Março Mulher, a FEQUIMFAR, por meio do Departamento de Mulheres e Gênero, realiza nesta terça-feira, 31 de março, o Encontro de Mulheres Dirigentes dos Sindicatos Filiados.

Durante a abertura, Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente da FEQUIMFAR e vice-presidente da Força Sindical, destacou a importância da CONCLAT 2026 e da Marcha a Brasília na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Ele também ressaltou a necessidade de fortalecer políticas de igualdade e de cuidado, além de combater todas as formas de violência, como parte essencial para a construção de uma sociedade mais justa.

Para Cassiana Rodrigues de Oliveira, uma das coordenadoras do Departamento de Mulheres e Gênero da FEQUIMFAR, é fundamental ampliar o protagonismo feminino no movimento sindical e fortalecer ações de conscientização e formação.

Maria Auxiliadora dos Santos, secretária nacional de Políticas para Mulheres da Força Sindical e presidente do STTI Instrumentos Musicais e Brinquedos, destacou a importância da organização das mulheres e da atuação conjunta para enfrentar a violência de gênero e o feminicídio.

Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical SP, destacou os debates do Março Mulher e destacou a importância de direitos, igualdade e proteção social ampliada.

Jurandir Pedro de Souza, diretor financeiro da FEQUIMFAR, falou sobre as ações do Março Mulher na base dos Sindicatos filiados e a valorização da atuação das mulheres na luta por direitos e melhores condições de trabalho.

Edson Dias Bicalho, secretário-geral da FEQUIMFAR e presidente do Sindicato dos Químicos de Bauru e Região, coordenou a mesa de abertura, que também contou com a presença de Andrea Angerami Gato, secretária-geral do Sindnapi, Valclécia Trindade, membro da direção da Força Sindical, Gertrudes da S. Gomes Brandão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Refeições Coletivas de São Paulo, Eunice Cabral, presidente da CONACCOVEST, Mônica Veloso, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, e Lucineide Varjão, membra do comitê executivo da IndustriALL Global Union.

Nas falas das diretoras, foi ressaltada a importância de garantir a aplicação da Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres, bem como a relevância das eleições para o avanço de políticas públicas que assegurem direitos, proteção e mais representatividade feminina.

Durante o evento, Edson destacou a importância da inclusão, nas Convenções Coletivas de Trabalho, de cláusulas voltadas à prevenção do feminicídio e ao enfrentamento da violência contra a mulher. No setor farmacêutico, onde o debate já se encontra mais avançado, ele apresentou a proposta de uma cláusula específica que prevê ações de conscientização, acolhimento às vítimas e mecanismos de responsabilização, contribuindo para o fortalecimento de uma cultura de proteção, dignidade e valorização das mulheres no ambiente de trabalho e na sociedade.

A programação foi mediada por Maria Angélica Lourenço e conta com diálogos e troca de experiências para o fortalecimento da atuação das mulheres dirigentes no movimento sindical. Em pauta, temas como a cultura antes da política e os processos de formação social; o patriarcado interiorizado; a violência simbólica e psíquica; a relação entre corpo, emoção e política; os desafios das mulheres sindicalistas diante da dupla ou tripla militância; e a reconstrução da subjetividade feminina.

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