A luta pela redução da jornada

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Foto: Jaélcio Santana

Por José Roberto da Cunha

No cenário atual, grande é a expectativa para os trabalhadores, empresários e sociedade em geral à respeito da proposta que visa reduzir a jornada semanal de trabalho e acabar com a jornada 6×1, sem redução dos salários (PEC 148/2015). As entidades sindicais profissionais fomentam a aprovação da referida mudança por se tratar de um avanço social significativo para a qualidade de vida dos trabalhadores.

A redução da jornada de trabalho sempre foi uma das pautas mais transformadoras do direito do trabalho. O controle de jornada, estabelecendo limites, está diretamente ligado à dignidade da pessoa humana, à saúde do trabalhador e à própria evolução da sociedade, pois, uma jornada mais curta, permite maior convivência familiar, participação comunitária e desenvolvimento pessoal.

Nesse mês de maio (01/05) comemoramos o dia do trabalho ou dia internacional do trabalho, sendo feriado nacional.

Esse dia foi instituído como dia internacional do trabalho justamente em razão de reivindicação por redução de jornada de trabalho, isso porque, no dia 1º de maio de 1886, quinhentos mil operários protestaram nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos, exigindo a redução da jornada de trabalho para 8 horas. Foi um movimento que resultou em grande violência policial reprimindo os trabalhadores, ferindo e matando dezenas de manifestantes.

A grande manifestação e o desfecho violento tornou-se um símbolo da luta operária e, em 1889, em Paris, o Congresso Operário Internacional decretou o dia 1º de maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores. Em 1890, face a grande pressão da sociedade da época, o governo norte-americano foi o primeiro a declarar a jornada limitada às pretendidas oito horas.

  Em síntese, nossa luta pela redução da jornada de trabalho não é apenas uma pauta trabalhista, mas um direito amparado na medida em que a sociedade evolui, buscando um modelo mais justo, produtivo e humano, na forma como o tempo de trabalho é distribuído.

José Roberto da Cunha,
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Fabricação do Álcool, Etanol, Bioetanol e Biocombustível de Araçatuba e Região

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