
O vice-presidente da Força Sindical e presidente da FEQUIMFAR, Sergio Luiz Leite, Serginho, destacou em matéria da Folha de S. Paulo a defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho: “Nossa proposta é imediata, após 38 anos da última mudança na jornada de trabalho”, afirmou.
Ideia é desmontar argumentos patronais em audiências da comissão especial
Preocupação dos sindicatos é com inclusão de ‘jabutis’ na proposta e regra de transição muito longa
As centrais sindicais vão atuar fortemente no mês de maio para contra argumentar as posições de empresários e defender o fim da escala 6×1. A ideia é subsidiar a comissão especial que vai analisar o tema nas próximas semanas.
Manifestantes participam de ato organizado pelo Movimento VAT, unificado com centrais sindicais, contra a escala de trabalho 6×1, durante o feriado do Dia do Trabalhador, na orla de Copacabana, no 1º de Maio. – Tercio Teixeira – 01.mai.26/Folhapress
Como a Folha mostrou, uma comitiva de empresários está em Brasília para tentar barrar a proposta de redução de jornada de trabalho.
Os sindicatos vão fazer uma espécie de “lobby sindical” para combater o empresarial. “Onde eles forem, nós vamos atrás para levar nossa narrativa”, disse o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah.
As centrais vão endossar o discurso de governistas direcionado às mulheres, que hoje são as mais prejudicadas pela escala atual.
Os representantes das centrais se reuniram nesta terça-feira (5) com integrantes da comissão especial, entre eles, o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP) e o relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
A principal preocupação dos sindicalistas é com possíveis “jabutis” na proposta —quando algo é incluído sem qualquer relação com o texto original. Além disso, eles deixaram claro que não concordam em votar uma proposta que reduza o salário do trabalhador ou mantenha as 44h semanais.
Outro ponto levantado foi a regra de transição para que o fim da escala 6×1 comece a valer. As centrais defendem que a mudança seja imediata, mas os deputados afirmaram que para negociar um texto é preciso dar tempo de adaptação.
“Nossa proposta é imediata, após 38 anos da última mudança na jornada de trabalho. Portanto, isso é muito possível, mas entendemos que tem que ser um relatório que seja aprovado e não rejeitado pelos parlamentares”, disse o vice-presidente da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite.
Fonte: Folha de SP ; Painel por Gabriela Echenique



















