Trabalhadores dos setores químico, plástico e fertilizantes recebem proposta patronal

0
139

Nesta sexta-feira, 30 de outubro, lideranças da FEQUIMFAR (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo) e dos Sindicatos filiados estiveram reunidas na sede da Federação dos Químicos para rodada de negociação com o setor patronal, representado pelo Grupo CEAG-10 da FIESP.

A Campanha Salarial tem data-base em 1º de novembro e abrange aproximadamente 175 mil trabalhadores em todo o estado de São Paulo distribuídos nas indústrias dos setores químicos, plásticos, petroquímicos, de abrasivos, fertilizantes, cosméticos, tintas e vernizes.

Para Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente da FEQUIMFAR e vice-presidente da Força Sindical, a proposta é resultado da mobilização e da atuação coletiva dos trabalhadores: “Essa proposta representa avanços importantes para os trabalhadores químicos, com aumento real nos salários, nos pisos e na PLR, além de uma valorização importante do vale-alimentação. Também assegura a continuidade das negociações sobre as cláusulas sociais, bem como da implantação da redução da jornada, sem redução salarial e fim da escala 6×1”.

Proposta patronal:

Reajuste salarial: 100% do INPC  mais 0,5% de aumento real em todas as faixas salariais, inclusive nos pisos.

Teto: R$ 11.688,45 (estimado)

Acima do teto: parcela fixa de R$ 592,60 (estimado)

Piso salarial (reajuste de 5,07%, sendo INPC estimado em 4,55% + 0,5% de aumento real)

Empresas com até 49 trabalhadores: R$ 2.412,21 (estimado)

Empresas com mais de 49 trabalhadores: R$ 2.474,38 (estimado)

PLR – Participação nos Lucros e/ou Resultados (reajuste de 5,07%, sendo INPC estimado em 4,55% + 0,5% de aumento real)

Empresas com até 49 trabalhadores: R$ 1.402,62 (estimado)

Empresas com mais de 49 trabalhadores: R$ 1.558,47 (estimado)

Cesta básica/vale-alimentação no valor de R$ 250,00 (reajuste de 25% sendo INPC estimado em 4,55% + 19,56% de aumento real) – aumentando o teto para R$ 11.688,45 (estimado)

Valorização da negociação coletiva para acompanhamento da aplicação das novas regras para redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e fim da escala 6×1.

Comissão Permanente de Negociação

Continuidade das negociações coletivas referentes às cláusulas sociais;

Incorporação das cláusulas consensuadas na Comissão Permanente de Negociação;

Manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho;

Validade da CCT por dois anos (até 2028).

*INPC estimado em 4,55%

Próximas etapas

Após a rodada de negociação com o setor patronal, representantes da FEQUIMFAR e Sindicatos filiados se reuniram para avaliar a proposta apresentada e definir os próximos passos da campanha.

Foi deliberado que a Comissão de Negociação encaminhe proposta de melhorias nos percentuais de aumento real e nos pisos salariais, além de ajustes nas cláusulas sociais e na cláusula referente à transição da jornada de 42 para 40 horas semanais.

Os Sindicatos filiados à FEQUIMFAR realizarão assembleias até 13 de novembro para apresentar a proposta patronal e permitir que os trabalhadores avaliem e decidam sobre sua aprovação.

Caso seja aprovada, a Convenção Coletiva de Trabalho será assinada junto ao setor patronal.

Deixe uma resposta