Centrais entregam Pauta da Classe Trabalhadora ao presidente Lula

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Foto: Ricardo Stuckert

Lideranças das centrais Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública estiveram reunidas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, após Marcha da Classe Trabalhadora pelas ruas de Brasília DF.

No encontro, Lula recebeu documento que reúne 68 reivindicações da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030.

As propostas apresentadas foram definidas pela plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) 2026. Entre elas, estão a redução da jornada de trabalho sem corte de salário e o fim da escala 6×1, a valorização e o fortalecimento da negociação coletiva, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização irrestrita e medidas de orientação e enfrentamento ao feminicídio.

Lula lembrou que enviou, na última terça-feira, 14 de abril, ao Congresso Nacional um projeto de lei que acaba com a escala 6×1 e diminui a jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário. Ele sinalizou que precisará do apoio dos trabalhadores para aprovar o projeto.

“Nós conseguimos coisas importantes, conseguimos uma política tributária que a gente não conseguia há 40 anos, conseguimos a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. E a gente pode conseguir mais”, completou o presidente.

Participação democrática

No encontro, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressaltou que “não há democracia sem presença sindical e não há presença sindical sem democracia”. Ele também lembrou dos avanços econômicos no país: “Cresceu o salário mínimo, cresceu o emprego e cresceu a massa salarial”.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou a importância de o governo dar espaço para as centrais sindicais apresentarem suas demandas. “Vocês têm uma grande responsabilidade no debate trazido aqui, os vários temas colocados são importantíssimos. Vocês representam o sonho de muitos trabalhadores e trabalhadoras. E, evidentemente, há muita gente lá fora esperando sempre pelas mobilizações e pelas conquistas que vocês representam”, afirmou.

Força Sindical

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, defendeu a redução da jornada de trabalho e sinalizou que os movimentos sindicais terão que agir para viabilizar a aprovação dessa medida. “Está na hora de que a redução da jornada, com o fim da escala 6×1, sem redução de salário, vigore para que a gente faça justiça com os trabalhadores e trabalhadoras. Isso é prioridade máxima. Sabemos também da dificuldade que nós vamos ter. Estamos vendo grupos empresariais falando contra. Mas nós temos que enfrentar isso. Precisamos articular muito bem essa questão, porque a gente sabe o que a população está esperando de nós”, afirmou.

Fonte: com informações da Assessoria do Palácio do Planalto.
Foto destaque: Ricardo Stuckert

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