Químicos de Lorena relembram os 38 anos de um dos maiores acidentes na Imbel de Piquete

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Eram 8h da manhã do dia 10 de março de 1982 quando Piquete estremeceu. Um grande estrondo acometeu a cidade, localizada no Vale do Paraíba; vidros de algumas casas estilhaçaram e uma agitação começou.

A maioria das pessoas ainda não sabia, mas acabava de acontecer um dos maiores acidentes na Fábrica Presidente Vargas (da Imbel – Indústria de Material Bélico do Brasil). Uma grande explosão na oficina B3 de fabricação de pólvora de base dupla matou 19 trabalhadores.

A lembrança é do companheiro Jefferson Ferreira, o Jeffinho, presidente do Sindicato dos Químicos de Lorena e Região. Na época, ainda criança, Jeffinho conta que nas horas seguintes ao ocorrido, os moradores procuravam informações de parentes e amigos que trabalhavam na empresa, mas as notícias eram muito desencontradas.

“A Imbel empregava muita gente na cidade, então, ou as pessoas trabalhavam lá ou conheciam alguém que trabalhava. O desespero foi total em busca de notícias. Lembro de dizerem que o hospital estava cheio de gente e isso impressionava”, recorda Jeffinho.

Hoje, completam 38 anos desde o acidente. É um momento histórico e triste para todos os moradores de Piquete e região.

De acordo com o dirigente sindical, a unidade de Piquete da Imbel ainda fabrica o mesmo tipo de pólvora: “O perigo é iminente e fica o alerta para que a empresa invista em segurança do trabalho para que possa ser criado um ambiente mais saudável para os trabalhadores”.

João Scaboli, diretor do departamento de saúde do trabalhador da FEQUIMFAR, destaca que sem fiscalização, planos de ações, planejamento, organizações e gestão no ambiente de trabalho, os acidentes e doenças do trabalho irão continuar.

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