Centrais se reunirão com Lula e Marinho para debater valor do Salário Mínimo

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Foto: Divulgação.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberão representantes de centrais sindicais

Sindicalistas anunciarão nova comissão que pede valorização do piso, regulação de apps e negociação coletiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberá na 4ª feira (18.jan.2023) dirigentes de centrais sindicais para falar sobre o reajuste do salário mínimo e para receber demandas dos sindicalistas. O encontro deve ser realizado no Palácio do Planalto, às 10h.

Os representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da Força Sindical, da UGT (União Geral dos Trabalhadores), dentre outras, avaliam como baixo o valor de R$ 1.320 e propõem R$ 1.342. Na reunião de 4ª feira (18.jan), os líderes devem anunciar a Lula a criação de uma Mesa Nacional para debater o assunto, além de discutir a regulação do trabalho em aplicativos e a valorização da negociação coletiva.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, deve ainda propor às centrais uma nova fórmula de cálculo do salário mínimo a partir de 2024. “Lula vai instalar a mesa de negociações. Com o Marinho, vamos dar início à negociação do salário mínimo: como fica o atual e também uma política permanente de reajustes futuros”, disse ao Poder360 o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

“É uma reunião em que o Lula preferiu falar com o movimento sindical. Irão 600 pessoas. Cada central vai falar 1 minuto, e Lula vai nos comentar sobre a política do salário mínimo e sobre a democracia. Não dá para ser reunião para especificar temas”, disse Ricardo Patah, presidente da UGT.

“Mais importante do que alcançar R$1.350 ou R$ 1.340 é chegar a uma política do salário mínimo”, declarou Patah.

Segundo o presidente da UGT, a reunião com o ministro Marinho está marcada para 5ª feira (19.jan), em Brasília. Nesse encontro, diz ele, será possível detalhar as demandas. Haverá também reuniões nesta semana com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o ministro Carlos Lupi, da Previdência Social.

A secretária-geral da CUT, Carmen Foro, afirmou que os principais dirigentes discutirão na manhã de 2ª feira (16.jan) os pontos que levarão até Lula e Marinho. Confirmou que tratarão com o presidente da República a pauta aprovada na Conclat (Conferência da Classe Trabalhadora) de 2022. Leia aqui (3 MB) a íntegra do que pedem as centrais sindicais.

A mesa a ser instalada na reunião com Lula terá 90 dias de duração. Pretende-se discutir em 3 meses os 3 assuntos, com foco em uma nova política de salário mínimo a partir de 2024 e no reajuste para 2023.

Durante a transição do governo, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse que o salário mínimo seria de R$ 1.320. Como mostrou o Poder360, o valor prometido pelo governo não deverá ser viável em janeiro. O custo acima do esperado com aposentadorias e pensões –que têm vínculo com o piso das remunerações do país– limita o reajuste.

Depois de cálculos do Ministério da Fazenda, o valor deve ser mantido nos atuais R$ 1.302, que corresponde a uma correção de 7,43%. O percentual é acima do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano passado, de 5,93%. Se subisse para R$ 1.320, o reajuste seria de 8,9%.

Em evento na 5ª feira (12.jan), Lula criticou o mercado financeiro por classificar o aumento de salários como gasto do governo.

“Tudo que a gente faz é gasto. Tudo. […] Enquanto isso, a gente não pode dar aumento de salário mínimo de 3%, porque é gasto. Não dá certo. Não é possível”, disse o presidente sem citar diretamente o mercado. Mais cedo, em café da manhã com jornalistas, o presidente fez críticas diretas aos operadores.

“Qual a preocupação das pessoas com o governo do PT? Nenhuma. Às vezes fico muito irritado e peço desculpa para as pessoas, mas o mercado não tem coração, não tem sensibilidade, não tem humanismo”, declarou.

Fonte: Poder 360 (Por Murilo Fagundes)

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