FEQUIMFAR e Sindicatos filiados discutem desafios população negra no mercado de trabalho em tempos de pandemia

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Com o objetivo de discutir a inserção da população negra no mercado de trabalho e também seus desafios diante do mercado de trabalho em tempos de pandemia da Covid-19, a FEQUIMFAR, por meio do Departamento de Relações Étnicos-Raciais, realizou hoje um Encontro Virtual com a presença de lideranças dos Sindicatos filiados.

“A contribuição dos negros na história do Brasil existe há mais de 500 anos e, lamentavelmente, até os dias de hoje, passados mais de cem anos da Lei Áurea, ainda persistem os efeitos da escravidão nas condições da população negra no Brasil. A pandemia aumentou ainda mais as desigualdades, as diferenças salariais, as condições de acesso à saúde”, afirmou Francisco Quintino, coordenador do Departamento de Relações Étnicos-Raciais da FEQUIMFAR, secretário de promoção de igualdade racial da Força Sindical SP e presidente do STI Rio Claro.

Em sua fala, Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente da FEQUIMFAR e 1º secretário da Força Sindical, destacou “tivemos avanços nas políticas públicas de combate às desigualdades, mas, infelizmente, as diferenças sociais têm se agravado com os retrocessos do atual governo de Jair Bolsonaro. Por isso, este evento é importante para fortalecer nossas lideranças sindicais para intervir neste debate junto aos trabalhadores da base”.

O Encontro foi coordenado pelo secretário geral da FEQUIMFAR, Edson Dias Bicalho, que também é presidente do STI Bauru.

Daniel Ferrer, economista do DIEESE, subseção FEQUIMFAR, apresentou dados que demonstram as desigualdades raciais  e servem como subsídio para ação sindical. E Mylene Ramos Seidl, Advogada, Juíza do Trabalho Aposentada e Membro da Comissão de Diversidade e Inclusão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, falou sobre os desafios da população negra na pandemia de Covid-19.

O evento foi encerrado com a aprovação de um relatório, assinado pela FEQUIMFAR, Força Sindical SP e Força Sindical Nacional, resultado do debate desta manhã, que será encaminhado ao 9º Congresso da Força Sindical, para que possa servir como subsídio e contribuição nos debates sobre igualdade racial nos poderes públicos e na sociedade.

 

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